Tratamento do pé cavo em Florianópolis é feito por ortopedista especialista em pé e tornozelo, porque o arco muito alto raramente é só uma característica do pé: ele muda a forma de pisar, concentra a carga no calcanhar e na frente do pé e, em uma parcela dos casos, tem origem neurológica que precisa ser identificada. O consultório da Dra. Gabriella Figueiredo, no Santa Mônica, atende adultos e adolescentes com essa queixa vindos de toda a Grande Florianópolis. O que é o pé cavo, seus tipos e sintomas estão explicados no guia sobre pé cavo: causas, sintomas e tratamento.

Pé cavo em resumo

No pé cavo, o arco longitudinal é mais alto do que o normal e o peso do corpo se apoia quase só no calcanhar e nas cabeças dos metatarsos, com pouco contato do meio do pé com o chão. O calcanhar costuma virar para dentro, os dedos tendem a ficar em garra e a panturrilha fica encurtada. O resultado é dor sob a frente do pé, calos, dor no calcanhar, entorses repetidas de tornozelo e dificuldade para encontrar calçado. Pode ser apenas uma variação do formato do pé, herdada da família, ou a consequência de uma alteração nos nervos ou nos músculos da perna.

Ortopedista para pé cavo em Florianópolis: o que a avaliação investiga

A consulta começa pela história: desde quando o arco é alto, se mudou nos últimos anos, se há tropeços, entorses frequentes, fraqueza para levantar a ponta do pé, formigamentos, e se outras pessoas da família têm o mesmo formato de pé ou dificuldade para caminhar. Essas perguntas separam o pé cavo estável do que progride.

No exame físico, descalço, a médica observa o arco em pé e sentado, o alinhamento do calcanhar visto por trás, a posição dos dedos e os calos na planta. O teste do bloco de Coleman, em que o paciente apoia a parte de fora do pé sobre um bloco deixando o dedão livre, mostra se o calcanhar virado para dentro ainda corrige ou já está rígido, o que muda toda a estratégia. O exame neurológico faz parte da rotina: força de cada grupo muscular da perna, reflexos, sensibilidade e equilíbrio.

A radiografia do pé com carga, feita em pé, mede os ângulos do arco e do calcanhar e mostra o desgaste das articulações. Quando o exame físico sugere causa neurológica, principalmente em adolescentes, em deformidades assimétricas ou que progridem, a investigação continua com encaminhamento ao neurologista e exames como a eletroneuromiografia, disponíveis em Florianópolis. Doenças hereditárias dos nervos, como a doença de Charcot-Marie-Tooth, costumam se manifestar primeiro pelo pé, e identificá-las muda o acompanhamento da família inteira.

Palmilhas para pé cavo

Em adultos, a palmilha não muda o formato do pé. O que ela faz é redistribuir a carga: preenche o arco para que o meio do pé participe do apoio, alivia a pressão sob as cabeças dos metatarsos com um apoio retrocapital, acomoda o calcanhar e, quando ele ainda é flexível, corrige parte da sua inclinação com uma cunha. O resultado esperado é menos dor na frente do pé, menos calos e mais estabilidade no tornozelo.

A palmilha é feita a partir do exame físico e da análise da pisada, nunca apenas de um molde. O calçado também importa: precisa ter profundidade para acomodar a palmilha e o dorso alto, amortecimento no calcanhar e contraforte firme. A avaliação e o processo de confecção estão descritos na página sobre palmilhas personalizadas para pé cavo e outras alterações.

Reabilitação e fisioterapia

A fisioterapia atua nos fatores que a palmilha não alcança. O alongamento da panturrilha e da fáscia plantar reduz a tensão que puxa o arco para cima e protege o calcanhar. O fortalecimento dos músculos fibulares, que ficam na lateral da perna, melhora o controle do tornozelo e diminui as entorses. Os exercícios de equilíbrio e propriocepção, sobre superfícies instáveis, completam essa proteção. Quem já teve várias torções encontra na página sobre entorse de tornozelo e instabilidade por que o pé cavo e as torções andam juntos.

O paciente pode fazer a fisioterapia em um serviço perto de casa, em Florianópolis ou no continente. A equipe envia ao fisioterapeuta os objetivos do tratamento e os achados do exame, e a resposta é reavaliada no consultório.

Pé cavo em adultos e em adolescentes

Adolescentes

Na adolescência o pé ainda está em crescimento e a deformidade costuma ser flexível. É também a fase em que o pé cavo de origem neurológica começa a aparecer, por isso a investigação da causa é a prioridade. O tratamento é conservador na maioria dos casos: palmilhas, calçado adequado, alongamento e fortalecimento, com reavaliações periódicas para medir se o arco está progredindo. Quando a deformidade avança rápido, cirurgias de partes moles, como alongamentos e transferências de tendão, podem ser indicadas ainda com o esqueleto imaturo, para evitar que ela se torne rígida.

Adultos

No adulto, a deformidade tende a ser mais rígida e as consequências do tempo já aparecem: artrose do meio do pé, calos grossos, dor na frente do pé que pode se confundir com dor no arco do pé, fraturas por estresse do quinto metatarso e instabilidade crônica do tornozelo. O tratamento também começa pelas palmilhas e pela fisioterapia, mas a cirurgia entra na conversa mais cedo quando a dor limita o trabalho ou a atividade física.

Quando operar o pé cavo

A cirurgia é exceção, não regra. Ela é considerada quando a dor ou a instabilidade persistem apesar de palmilhas bem ajustadas e reabilitação, quando a deformidade progride de forma documentada nas radiografias, quando há entorses de repetição que não respondem ao fortalecimento ou quando aparecem feridas por pressão sob a frente do pé. O tipo de cirurgia depende da flexibilidade da deformidade e da causa:

  • Partes moles: liberação da fáscia plantar, alongamento do tendão de Aquiles e transferência de tendões para reequilibrar as forças, em deformidades flexíveis.
  • Osteotomias: cortes no calcâneo ou no primeiro metatarso para realinhar o pé, em deformidades parcialmente rígidas, muitas vezes combinados com os procedimentos de partes moles.
  • Artrodeses: fusão de articulações do retropé em deformidades rígidas ou com artrose avançada.
  • Correção dos dedos em garra, quando eles causam calos e dor no calçado.

A cirurgia é realizada em hospital de Florianópolis, e a recuperação é mais longa do que a de um joanete: há um período sem apoio do pé operado, seguido de bota, fisioterapia e retorno gradual, que somados costumam levar meses. Por isso a decisão é tomada em conjunto, com o paciente ciente do ganho esperado e do tempo de recuperação.

Pé cavo que mudou de forma nos últimos meses, com fraqueza, tropeços ou dormência, não deve esperar pela palmilha. Esses sinais pedem avaliação neurológica junto com a ortopédica.

Atendimento na Grande Florianópolis e por teleconsulta

O consultório fica no bairro Santa Mônica, entre a Trindade e o Itacorubi, e a página do consultório de pé e tornozelo em Florianópolis explica como chegar de cada região da ilha e do continente. Como a avaliação do pé cavo depende do exame físico e do teste de flexibilidade, a primeira consulta é presencial; a teleconsulta de ortopedia do pé serve para revisão de exames, segunda opinião e retornos de acompanhamento, inclusive para quem mora no interior de Santa Catarina. O agendamento é feito pela página de contato ou pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes sobre tratamento do pé cavo em Florianópolis

Qual médico trata pé cavo em Florianópolis?

O ortopedista especialista em pé e tornozelo, que avalia a forma do pé, a flexibilidade da deformidade e os sinais neurológicos associados. A Dra. Gabriella Figueiredo atende no bairro Santa Mônica, em Florianópolis, e encaminha ao neurologista quando a investigação da causa exige.

Palmilha corrige o pé cavo?

Não corrige o formato do pé em adultos, mas redistribui a carga que se concentra no calcanhar e na frente do pé, acomoda o arco e reduz dor, calos e entorses. Para a maioria das pessoas com pé cavo doloroso, a palmilha bem feita é a base do tratamento.

Meu filho adolescente tem o arco muito alto. Precisa consultar?

Sim, principalmente se o arco aumentou nos últimos anos, se há tropeços frequentes, entorses repetidas, dedos em garra ou se alguém na família tem a mesma forma de pé. Na adolescência, o pé cavo que progride pode ser o primeiro sinal de uma doença dos nervos, e identificar isso cedo muda o acompanhamento.

Pé cavo sempre precisa de cirurgia?

Não. A maior parte das pessoas é tratada com palmilhas, calçado adequado e fisioterapia. A cirurgia é considerada quando a dor ou a instabilidade persistem apesar disso, quando a deformidade progride ou quando surgem feridas por pressão. A decisão é individual e depende da rigidez da deformidade.

Atende pacientes de São José, Palhoça e Biguaçu?

Sim. O consultório fica no Santa Mônica, acessível pela Beira-Mar Norte e pela Trindade a partir das pontes. Os retornos para ajuste de palmilha e acompanhamento podem ser intercalados com teleconsulta.